
Por ocasião do Dia Internacional da Saúde, assinalado no início de Abril, o Observatório Género, Trabalho e Poder - no qual o CESIS é uma das instituições stakeholder - divulgou a datasheet “Saúde e Género em Portugal: Diferenças de Sexo no Estado de Saúde, na Morbilidade e no Acesso aos Cuidados”, que analisa as principais diferenças entre mulheres e homens no domínio da saúde.
O estudo evidencia o chamado “paradoxo da saúde-mortalidade”: apesar de viverem mais anos, as mulheres apresentam, em média, piores indicadores de saúde ao longo da vida, incluindo maior prevalência de doenças crónicas, níveis mais elevados de dor física e uma pior autoavaliação do estado de saúde.
A análise mostra ainda que as mulheres tendem a viver menos anos em boa saúde e enfrentam maiores desigualdades em contextos de vulnerabilidade económica. Destacam-se também diferenças na morbilidade, sobretudo a partir dos 65 anos, bem como maiores dificuldades no acesso aos cuidados de saúde, com uma incidência superior de necessidades médicas não satisfeitas.
Os resultados sublinham a importância de integrar a dimensão de sexo nas políticas de saúde, promovendo respostas mais ajustadas às diferentes necessidades de mulheres e homens.
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